Herpes genital: Como se cuidar dessa ameaça muitas vezes sem sintomas
- 17 de fev.
- 3 min de leitura
Herpes é uma infecção, causada pelo vírus HSV-1 e HSV-2, de difícil acompanhamento principalmente devido à ausência ou demora para o surgimento de sintomas. Estima-se que até 90% da população brasileira adulta seja portadora ou apresente o vírus do herpes.
É muito comum que os casos sejam de herpes genital – ou anogenital, uma vez que envolve também o ânus – ou labial. Neste texto, o foco é o herpes na região íntima.
O motivo dessa doença ser assintomática, em muitos casos, é que o vírus do herpes é neurotrópico, ou seja, ataca células nervosas e pode permanecer presente em nervos e gânglios por anos, silenciosamente. Mas, em situações de queda da imunidade, ou mesmo sem causa aparente, ele se torna ativo e começa a causar sintomas, como lesões genitais e dor local.
Transmissão do herpes genital
A transmissão do herpes, seja genital ou labial, ocorre pelo contato com as lesões. Os pacientes portadores do vírus, mesmo sem sintomas, também podem transmitir, bem como grávidas durante o parto.
Sintomas mais comuns do herpes genital
Depois que o herpes genital “acorda”, a maioria dos pacientes com o HSV tipo-2 costuma apresentar os seguintes sintomas:
Formação de vesículas (bolhas) na região genital.
Lesões locais sensíveis e dolorosas.
O primeiro episódio de herpes genital ocorre em até sete dias do contato sexual gerador, ou seja, relações mantidas com alguém que apresentava o vírus.
As bolhas costumam romper-se e, então, uma secreção clara surge, podendo haver infecção bacteriana secundária. Isso acaba levando a um fundo amarelado das feridas, vermelhidão ao redor e cicatrizes.
Cicatrização do herpes genital
Após o período dessas manifestações de herpes genital, as lesões cicatrizam e o paciente se torna assintomático, ainda que continue portador do vírus. A recorrência da infecção pode ser acompanhada de dor antes mesmo de as lesões reaparecerem. Isso gera um sinal para os pacientes, pois entender que a herpes está por vir ajuda no diagnóstico.
Diagnóstico de herpes genital
Para diagnosticar herpes genital, o médico considera principalmente a história de lesões dolorosas, recorrentes no mesmo local. Dessa forma, as estratégias de diagnóstico incluem a análise do histórico clínico do paciente e de suas lesões.
Além disso, é possível detectar anticorpos por meio de exame de sangue, por exemplo. Mas isso nem sempre ajuda no caso de infecções agudas, pois a identificação pode demorar.
Herpes em pacientes com HIV
Em pacientes com quadros atípicos ou disseminados, como em pacientes com HIV, o vírus da Aids, a avaliação de herpes genital pode incluir a cultura viral e a amplificação do material genético, com uso da reação em cadeia da polimerase. Ou seja, uma técnica bem específica relacionada ao DNA.
Tratamento para herpes genital
O tratamento para herpes genital envolve a utilização de antivirais como:
Aciclovir
Valaciclovir
Fanciclovir
Na maioria dos casos, esses medicamentos ajudam a reduzir o tempo de infecção sintomática do herpes e podem ser utilizados em pacientes com quadros recorrentes. Mas vale reforçar que, se essa for a situação, o acompanhamento médico deve ser rigoroso.
Em todos os casos, a automedicação nunca é recomendada. Por isso, tenha um médico de confiança para acompanhar você.

Orientações para portadores e parceiros
Todo parceiro de quem porta herpes genital deve ser acompanhado no início dos sintomas.
A orientação dos portadores do vírus é muito importante, pois, mesmo sem lesões, eles podem disseminar a doença. O uso de preservativo é obrigatório sempre. Entretanto, como a camisinha não cobre toda a área de contato durante as relações, não há proteção completa contra o herpes genital.
Acompanhamento de grávidas com herpes genital
Gestantes que apresentem lesões herpéticas recorrentes devem ser acompanhadas pelo médico de confiança. É importante lembrar que, em caso de herpes genital com lesões ativas, durante o trabalho de parto, a paciente deve ser indicada para cesariana.
Já os bebês recém-nascidos com lesões na região do couro cabeludo precisam ser acompanhados para avaliar essa suspeita de herpes.
Saiba mais sobre infecções sexualmente transmissíveis
O post que você acabou de ler sobre herpes genital faz parte de uma série de outros textos que produzi sobre as chamadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST – antigamente conhecidas como DST).
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Lembre-se de se proteger sempre e, claro, de acompanhar mais conteúdos para se manter informado e atualizado. Até!




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