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HPV: saiba mais sobre essa infecção sexualmente transmissível

A sigla HPV é conhecida por quase todos e representa a palavra em inglês para o papilomavírus humano, patógeno responsável pelo câncer de colo uterino, mas não apenas ele. A transmissão do HPV se dá por contato direto, sendo considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).


Tipos e transmissão do HPV

Existem mais de 150 subtipos do HPV, mas a grande maioria não causa câncer, sendo, então, responsável pela formação de verrugas em qualquer local do corpo.


Alguns subtipos específicos são responsáveis pelo desenvolvimento dos cânceres de colo de útero, pênis, canal anal e orofaringe, tendo como principal via de transmissão o contato sexual.


População infectada pelo HPV

Uma pesquisa recentemente encomendada pelo Ministério da Saúde identificou a porcentagem de pessoas sexualmente ativas portadoras de HPV genital:


  • 54,4% das mulheres

  • 41,6% dos homens 


Isso torna este problema um sério risco à saúde pública!


É preciso que todos entendam bem, não estamos dizendo que a maioria das pessoas está doentes, isto é, nem todos que têm o vírus manifestam a doença ou precisam ser tratadas. O problema é que o portador pode carregar o vírus para outras pessoas, aumentando o risco de adoecimento.


Como diminuir a chance de transmissão do HPV? 

Se o índice de contaminação da população é alto e a disseminação principal se dá pela via sexual, a melhor maneira de se proteger é com as proteções de barreira como o preservativo, que ajuda a mitigar a transmissão pelo contato.


O uso de preservativo é uma das formas de prevenção do HPV
O uso de preservativo é uma das formas de prevenção do HPV

Existem dificultadores, pois sabemos que o índice de rejeição ao preservativo é significativo e algumas práticas como o sexo oral é considerado pouco prático com o uso da camisinha. 


Existe um método muito melhor: a vacina contra HPV

O Brasil é um país pioneiro na medicina preventiva com programas bastante efetivos na diminuição da transmissão de doenças graves, e existe uma vacina contra o HPV fornecida pelo SUS.


Todos os brasileiros entre 9 e 14 anos tem o direito a se vacinar, bem como pessoas entre 9 e 45 anos com situações clínicas especiais como portadores de HIV/SIDA (AIDS), transplantados, paciente com câncer ou vítimas de abuso sexual.


​Quando vacinar contra o HPV?

Quanto mais cedo melhor!


A vacina contra o HPV fornecida gratuitamente protege contra três tipos de HPV que causam câncer e um que causa verrugas genitais, mas sua capacidade de proteção está associada à pessoa não ter tido contato com aquele tipo específico de vírus.


Ou seja, é por isso que esses programas são incentivados em pessoas que ainda não tenham iniciado a sua vida sexual.


Quem já teve HPV pode vacinar?

​Vale a pena vacinar mesmo que já tenha sido diagnosticado com HPV? Sim, apesar de a vacina não conseguir proteger contra o vírus que a pessoa já tem, ela vai proteger contra os outros tipos de vírus que ela não tem e ainda auxilia em aumentar a imunidade contra o HPV, em geral.


Mas como anda a vacinação?

Vivemos um momento de queda na cobertura vacinal. Infelizmente, vivemos em uma época em que a cultura de prevenção/vacinação está enfraquecida e isso se deu por alguns fatores:


  • Disseminação de fake news

  • Atrasos nas campanhas associados a pandemia de COVID-19

  • Relaxamento da população com relação à diminuição da ocorrência de doenças em pessoas vacinadas previamente (isto é, como os vacinados não adoecem, as pessoas não vacinadas começam a acreditar que o problema não existe)

A vacina do SUS é diferente da particular?

Sim, existe no mercado uma vacina nonavalente que protege contra nove tipos diferentes de HPV. Apesar de a vacina fornecida pelo governo brasileiro proteger em cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino e vagina, a nonavalente protege contra 90%, sendo mais efetiva no objetivo final.


De toda forma, nos outros casos de câncer (pênis, ânus, orofaringe) as taxas de prevenção são mais próximas entre as duas.


Conclusão

O HPV é um problema de saúde pública e deve ser tratado como tal. Todos devem fazer a sua parte se protegendo e principalmente, vacinando os mais jovens, seja com a vacina fornecida pelo poder público, seja pelos laboratórios particulares.


Vamos pensar no futuro, pessoal! Feliz Ano Novo!

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