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Meditação e mindfulness ajudam quem tem síndrome do intestino irritável?

Acho que estamos precisando dar um pouco de leveza esta semana. Nos últimos artigos, falamos de doença inflamatória intestinal e, depois, de câncer de intestino, então, que tal melhorar nossa consciência corporal e emocional para ajudar nosso bem-estar?


Será que o nosso estado de espírito faz alguma diferença?


Vamos tomar a síndrome do intestino irritável, por exemplo, e debater se meditação e mindfulness podem ajudar pacientes com esse problema.


Características da síndrome do intestino irritável

Já pudemos ver em diversos conteúdos aqui no blog que se trata de um problema funcional, isto é, não há lesão em nossos órgãos, mas a pessoa sofre muito com dores e com a alteração do hábito do intestino.


Isso se dá por mecanismos multifatoriais, associados a um baixo limiar para a dor, o que significa que estímulos semelhantes (gases e passagem das fezes) podem gerar sofrimento maior nesses indivíduos.


Possíveis causas da síndrome do intestino irritável

Os principais fatores associados às causas de sintomas da síndrome do intestino irritável estão relacionados a:

  • Alimentação

  • Estresse

  • Ambiente em que a pessoa está inserida

  • Hábitos de vida diária

O organismo manifesta as crises da síndrome nos momentos em que há maior exposição a estímulos negativos a ele. Então, o que pode ser feito?


Relaxamento podem ajudar quem tem a síndrome?

Bom, antes de responder essa pergunta, vamos explicar agora duas técnicas conhecidas para promover o relaxamento do indivíduo.


Meditação

A meditação é uma ideia simples, mas difícil de explicar. Estamos falando de uma técnica milenar utilizada como ferramenta para relaxamento da mente e concentração por meio da obtenção de um estado de atenção plena (“mindfulness”).


Não me sinto à altura para tentar resumir e simplificar o entendimento de tudo o que envolve a complexa arte de meditar, mas a ideia geral é atingir um estado de consciência sobre a própria mente de maneira que o foco se volte para o seu interior.


Mindfulness

Mindfulness, por sua vez, significa a atenção a cada momento vivido, ou seja, sensações corporais, sentimentos e ao ambiente em que está inserido, e tudo isso envolve aceitação sem julgamento.

Meditação e mindfulness podem ajudar pessoas com síndrome do intestino irritável
Meditação e mindfulness podem ajudar pessoas com síndrome do intestino irritável

Existem diversas técnicas de meditação, e já pode ser demonstrado que há benefício no alívio da dor, desordens do humor, somatização e inflamações crônicas.


Mas meditação ajuda o funcionamento intestinal?

Em outubro de 2022, foi publicado um estudo na Romênia, que buscou levantar toda a literatura científica disponível sobre terapias baseadas na meditação e na sintomatologia dos pacientes com síndrome do intestino irritável.


Entre centenas de trabalhos encontrados, apenas seis correspondiam aos critérios objetivos de avaliação procurados pelos pesquisadores; e os resultados foram animadores!


Como meditação e mindfulness pode ajudar

No estudo, os pacientes do grupo submetidos a terapias baseadas em mindfulness apresentavam dor e sintomas com intensidade significativamente menor de dor, além de demonstrarem melhor qualidade de vida e estado de espírito.


A utilização dessa abordagem foi benéfica em todos os níveis de acompanhamento dos pacientes, o que ajuda a reforçar o racional de que, quanto mais preparado emocionalmente e organicamente está a pessoa, melhor ela lidará com esse problema tão limitante.


Conclusão

É sempre importante relembrar que nós não somos seres padronizados nem definidos por apenas um fator. Sendo assim, não existe uma receita que funcione para todos, ou seja, devemos adaptar e direcionar individualmente o tratamento de cada um. Além disso, a meditação não resolve a síndrome do intestino irritável se o paciente esquece os cuidados com a alimentação, saúde mental e do corpo.


Isso mostra o quanto é fundamental fazermos a abordagem multidisciplinar da síndrome do intestino irritável. Sozinhos raramente chegamos longe, então, pedir ajuda é o primeiro passo!

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