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Como os pólipos evoluem para câncer de intestino?

  • há 50 minutos
  • 3 min de leitura

Muitas pessoas se assustam ao saber que têm um pólipo no intestino após um exame de colonoscopia, mas isso é mais comum do que parece. E, na maioria das vezes, esses pólipos podem ser removidos antes que se tornem um problema maior.


Na verdade, é justamente aí que está um dos grandes avanços da medicina preventiva: entender como os pólipos evoluem para câncer de intestino e agir antes que isso aconteça.

Esse processo é conhecido na medicina como sequência adenoma–carcinoma. Por que você deve saber disso? Compreender esse mecanismo ajuda a explicar por que a colonoscopia preventiva é tão importante a partir dos 45 anos.


O que são pólipos intestinais?

Os pólipos são pequenas elevações que surgem na mucosa do intestino, isto é, “verrugas” ou pequenos crescimentos na parede interna do cólon ou do reto. Mas, claro, eles são exatamente “verrugas”, apesar dessa analogia ajudar a compreender o problema.


Existem diferentes tipos de pólipos, mas os mais importantes do ponto de vista do câncer são os adenomas, também chamados de pólipos adenomatosos. Eles são considerados lesões pré-cancerígenas, ou seja, não são câncer inicialmente, mas podem evoluir para câncer ao longo do tempo.


Pólipos podem evoluir para câncer de intestino
Pólipos podem evoluir para câncer de intestino

Nem todos os pólipos do intestino evoluem para câncer. Porém, praticamente todo câncer colorretal começa a partir de algum tipo de alteração na mucosa intestinal, frequentemente na forma de um pólipo.


Como os pólipos evoluem para câncer de intestino

O desenvolvimento do câncer de intestino geralmente é um processo lento e progressivo, que pode levar anos ou até mais de uma década para se manifestar.


De forma simplificada, o processo ocorre em etapas:


1. Primeira alteração na mucosa intestinal

Algumas células do intestino passam a sofrer pequenas alterações genéticas.


2. Formação de um pólipo adenomatoso

Essas células alteradas passam a se multiplicar e formam um pequeno pólipo (elevação da mucosa).


3. Crescimento e novas mutações

Com o tempo, novas alterações genéticas podem surgir dentro desse pólipo, fazendo com que ele aumente de tamanho e adquira características mais agressivas.


4. Transformação em câncer

Em alguns casos, após vários anos de evolução, o pólipo pode adquirir capacidade de invadir tecidos mais profundos e se transformar em um câncer colorretal.


Esse modelo de progressão é o que chamamos de sequência adenoma–carcinoma, descrita em diversos estudos científicos ao longo das últimas décadas.


Oportunidade antes que os pólipos evoluam para câncer

O ponto mais importante dessa história é que há uma longa janela de oportunidade para prevenir o câncer.


Como a transformação do pólipo em câncer costuma levar muitos anos, existe tempo suficiente para detectar essas lesões precocemente e removê-las antes que se tornem malignas.


E é exatamente isso que acontece durante a colonoscopia.


Colonoscopia é exame preventivo do câncer

Diferentemente de muitos exames que apenas detectam doenças, a colonoscopia tem a característica única de prevenir o câncer.


Durante o exame, o médico consegue visualizar todo o intestino grosso e, caso encontre pólipos, pode removê-los imediatamente. Esse procedimento é chamado de polipectomia.


Ao retirar o pólipo antes que ele evolua, interrompemos a sequência adenoma–carcinoma e evitamos que o câncer se desenvolva.


Por isso, diversos estudos mostram que a colonoscopia reduz significativamente a incidência e a mortalidade por câncer colorretal.


Por que iniciar a colonoscopia aos 45 anos?

Durante muitos anos, a recomendação era iniciar o rastreamento do câncer colorretal aos 50 anos. No entanto, nas últimas décadas, observou-se um aumento da incidência de câncer de intestino entre pessoas mais jovens.


Por esse motivo, várias sociedades médicas internacionais passaram a recomendar o início do rastreamento a partir dos 45 anos, mesmo para pessoas sem sintomas.


Essa recomendação vale para indivíduos com risco habitual, ou seja, aqueles que não têm histórico familiar importante ou doenças intestinais inflamatórias.


Quem deve fazer a colonoscopia antes dos 45?

Algumas pessoas precisam iniciar o rastreamento ainda mais cedo, principalmente quando existem fatores de risco, como:


  • Histórico familiar de câncer de intestino.

  • Presença de pólipos em parentes próximos.

  • Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa ou doença de Crohn).

  • Síndromes genéticas associadas ao câncer colorretal.


Nesses casos, a estratégia de acompanhamento deve ser individualizada.


Câncer de intestino pode ser prevenido

A mensagem que quero deixar para você é que o câncer colorretal está entre os tumores mais comuns no mundo, mas também é um dos mais preveníveis.


A grande maioria desses tumores começa a partir de um pólipo. Detectar e remover pólipos do intestino que evoluem para câncer é uma das formas mais eficazes de prevenção na medicina.


Por isso, a recomendação é clara: a partir dos 45 anos, converse com seu médico sobre a realização da colonoscopia preventiva.


Muitas vezes, um exame realizado no momento certo pode evitar um problema muito maior no futuro.

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